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Mercedes Classe A híbrido tem pico de vendas por reduzir emissão de CO2

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Mercedes Classe A 250e em abastecimento

Quando a consciência ambiental e o sucesso econômico andam de mãos dadas

Não é segredo para ninguém que a Mercedes Benz tem um prediletismo pelos veículos 100% elétricos, no entanto, isso não implica em uma deixada de lado da produção dos veículos híbridos de carregamento direto, ou seja, as versões plug-in. Ao contrário, esses modelos estão se mostrando com um verdadeiro fenômeno que compõe o processo de migração para os carros elétricos, funcionando agora como um intercessor entre os carros convencionais, que funcionam a combustão, para aqueles que se mostram como os veículos do futuro, como o há pouco chegado, Mercedes-Benz Classe A 250e.

Essa realidade se torna ainda mais presente na Europa, continente onde os carros híbridos estão sendo requisitados em massa, o que pode ser um dos motivos que expliquem o verdadeiro sucesso do Classe A híbrido plug-in, mesmo quando não estava presente nos estabelecimentos para compra. Presente em poucas lojas da Europa, o Mercedes Classe A já foi responsável por mais de quinze mil pedidos, em virtude disso, foi necessário que as vendas fossem interrompidas, pela marca não conseguir atender a alta demanda e então precisar de rever a sua capacidade produtiva.

Se você não conseguiu visualizar quão expressivo esse valor é, basta tomar em conta a quantidade de veículos da linha Classe A passada do ano passado, que se estabilizou em pouco mais de 44 mil unidades. Isso quer dizer que em um período de somente 14 dias em 2020, aproximadamente 40% do total de 2019 já foi comercializado. Essa é uma irrefutável demonstração de como esse automóvel está sendo aclamado pelo público que, claramente, se encontra presente em um contexto de variantes que atuam sobre esse resultado final, não tirando o mérito da Mercedes na produção desse híbrido.

Classe A e a emissão de CO2

A Europa trava uma luta ferrenha contra a poluição provinda das emissões de dióxido de carbono (CO2) dos automóveis, estabelecendo um limite de 95 gramas por quilômetro para cada veículo, o que tem implicações diretas no mercado de híbridos e elétricos. Isso, pelo simples motivo de que, ao funcionarem total ou parcialmente por motores elétricos, há (no mínimo) uma redução da emissão do composto químico que é responsável por diversos impactos ambientais.

Dentre esses, o mais importante é o efeito estufa, quando o acúmulo de CO2 na atmosfera promove a conservação do calor de forma exagerada, tendo como consequência o aumento do nível do mar e, por fim, inundações de água salgada.

Estando, desde sempre, dentre os continentes que mais emitem CO2, as autoridades europeias buscam meios de conseguir superar esse problema que acaba por interferir no planeta como um todo. As atuais medidas de incentivo do governo para a aquisição de veículos elétricos, que foi um fator determinante para o alto desempenho de vendas do novo Mercedes-Benz Classe A 250e, é uma clara demonstração de que as medidas governamentais conseguem impactar efetivamente a realidade da indústria, comércio e ambiente.

Incentivos e desempenho do híbrido

Nesse caso, um gordo incentivo para a aquisição do Classe A 250e realizou uma série de cortes de impostos e demais cobranças, o que acabou barateando o custo do veículo em até € 7.1 mil, que em conversão literal para o real, é aproximadamente R$ 41.4 mil de abatimento. Por conta disso, o valor a ser pago para adquirir esse carro decaiu para € 30.6 mil (R$ 178.5 mil).

No Mercedes-Benz Classe A 250e híbrido plug-in, há um combinado trabalho de um propulsor que funciona a combustão, junto a um motor elétrico de 75 kW/102 cv, sendo que ao total o veículo desempenha 160 kW/218 cv, com um torque de até 30,6 kgfm. Esse carro é capaz de zero a 100 km/h em 6,6 s, atingindo 235 km/h e 140 km/h apenas no funcionamento elétrico.

Lateral do Mercedes Classe A 250e em recarga

Mercedes Classe A 250e em carregamento plug-in, divulgação.

É necessário ressaltar que, por mais que não haja diferença no desempenho de potência e torque dentro o modelo sedã e hatch, o primeiro tem uma ligeira vantagem em autonomia, quando comparadas ambas as versões. Enquanto o sedã consegue uma média de 69 km, o hatch alcança em torno de 1 km a menos e consumo respectivo de 71,4 km/l e 66,6 km/l. 

Fonte: Mercedes-Benz

 

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Jornalista de formação, trabalho em grandes jornais do ramo automotivo. Gosta de games e séries.

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