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Ford apresenta falta de peças após fechamento de fábricas

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Fábrica da Ford

Com menos de 30 dias do fim das fábricas da Ford, nas unidades de Camaçari (BA) e Taubaté (SP), os efeitos negativos sobre a distribuição dos carros já se mostram presentes.

Era aguardado que, com o fechamento das indústrias, fosse inevitável que as peças começassem a faltar, mesmo com a promessa da fabricante de permanência no país para oferecer suporte.

Apesar disso, o que ninguém sabia era sobre o quão rápido esse efeito de escassez ocorreria, uma vez que, em menos de um mês do fechamento das unidades, foi comunicado pela Associação Brasileira de Distribuidores a falta de peças.

A Ford já apresenta essa escassez para modelos do EcoSport e Ka (incluindo a versão sedan), que até então eram fabricados em território brasileiro, mas que, após a decisão da fabricante, tiveram em suas saídas um ponto final.

Fabricação da Ford

Ford apresenta escassez, divulgação.

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Diante dessa realidade conturbada, compradores reclamaram ao Procon que as peças não estão sendo mais encontradas nas autorizadas.

Apontando para a Ford, a Abradif afirmou aos clientes de que a está pressionado, para que resolva o problema criado com a suspensão de suas atividades industriais no Brasil.

Montagem de carro da Ford

Peças faltam na Ford, divulgação.

Diante disso, a Associação ainda incentiva aos autorizados a alegarem que não possuem culpa alguma, já que cabe à própria Ford a disponibilização das peças.

A Ford segue fornecendo suporte aos proprietários das unidades, no entanto, a situação fica cada vez mais estreita, já que, mesmo na oficina, os reparos ainda dependem das peças, que se encontram escassez.

Fabricação em unidade da Ford

Falta de peças da Ford, divulgação.

Além disso, com o futuro derradeiro para os carros da Ford, por conta da suspensão de fabricação, essas unidades despencam em valor de mercado.

Mesmo chamando os trabalhadores para a produção das peças, a Ford não alcançou sucesso nessas tentativas. Tampouco conseguiu a aprovação da proposta indenizatória de 1,5 milhões para os empresários, que recusaram a oferta da fabricante.

Fonte: UOL

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Jornalista de formação, trabalho em grandes jornais do ramo automotivo. Gosta de games e séries.

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